Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O Lado C

Ciclorail

07
Mar21

Velorail.jpg

De acordo com a PORDATA, a rede ferroviária em Portugal Continental (2019) tinha 3.621 km, sendo que 1.095 km correspondiam a linhas de caminhos-de-ferro desativadas. 

À semelhança do que acontece em outros países, também em Portugal poderia haver um maior aproveitamento turístico pela via dos triciclos ferroviários. Uma experiência do género, enquadrada no turismo sustentável, para além de desenvolver as comunidades locais, ajudaria a manter viva a memória ferroviária dos trajetos. 

 

A inteligência artificial aplicada à indústria da comunicação

02
Nov20

inteligência artficial.png

O termo inteligência artificial surgiu pela primeira vez em 1955 por um professor de matemática. É algo cada vez mais falado e aplicado nas empresas mas ainda a um ritmo lento, de forma incipiente na maior parte das indústrias e somente para funções específicas da organização e não de forma transversal.

 

Contudo, a inteligência artificial está aí e a indústria da comunicação é uma das mais afetadas. São já vários os desenvolvimentos visíveis, por exemplo, ao nível da fala ou da comunicação visual. Será assim normal o cada vez maior impacto nas dinâmicas comunicacionais, quer no plano tático ou estratégico.

 

A inteligência artificial possibilita que os profissionais do setor abandonem o chamado “achismo” e tomem decisões muito mais objetivas baseadas em dados fidedignos, atualizados em tempo real e com elevada precisão.

 

Por outro lado, a informação produzida facilitará a resolução de problemas que à partida seriam complexos e afetariam diversos recursos.

 

A inteligência artificial evita também que as empresas esbanjem dinheiro de forma indiferenciada e sejam antes muito mais criteriosas, conseguindo captar a atenção e envolver targets específicos através de campanhas altamente personalizadas. 

 

Também no campo muito falado hoje em dia dos influenciadores digitais a IA assume um papel preponderante. Mais do que uma análise quantitativa, a inteligência artificial dá uma dimensão qualitativa muito relevante. Conseguimos perceber quem poderão ser os nossos aliados - alguns certamente iriam-nos passar despercebidos - qual a melhor formar de chegar até estes e o que poderemos dinamizar em conjunto para uma relação benéfica e saudável entre influenciador e marca.

 

Outro tópico igualmente relevante é o contributo dado pela IA ao nível da monitorização e métricas de avaliação. Um mundo de novas e melhores ferramentas se abre aos profissionais de comunicação através da inteligência artificial.

 

Em suma, a inteligência artificial é um poderoso parceiro da indústria de comunicação do ponto de vista da estratégia, definição de canais e targets, criação de conteúdos fortemente orientados, dinâmicas de relação com stakeholders e métricas de avaliação.

 

Este é certamente um tema a acompanhar nos próximos tempos.    

Ter pessoas felizes nas empresas tem de ser prioritário

25
Set20

pessoas1.jpg

Pode parece um lugar-comum mas existem tantas pessoas infelizes nos seus trabalhos. As pessoas saem de casa para trabalhar já a pensar na hora de regresso. Dias, semanas, meses ou mesmo anos sem fim. As chefias, por sua vez, estão cegas ou simplesmente fingem não ver até a produtividade daquele trabalhador corresponder às expectativas.

 

Este é um problema que afeta seriamente a produtividade das organizações. Como será possível alguém “vestir a camisola” a 100% se não está feliz onde trabalha, independentemente de qual for a razão (estabilidade financeira, comodidade, não reconhecimento/progressão da carreira, receio da mudança,…)?!!! Não é relevante saber quem é o responsável: se o colaborador por não manifestar as suas “dores” e desejos ou, por sua vez, a direção por não se interessar pelas pessoas. O importante é centrar a questão na solução e agir. E por vezes é tão simples.

 

Combatemos a infelicidade no trabalho. Este tem de ser um desígnio de todos. Não nos fiquemos apenas pela criação de iniciativas que são artificiais ou que nunca sairão do papel. A vida é demasiado curta para desperdiçarmos 5 dias por semana. Sejamos felizes com diversão no trabalho!

Superar expectativas

13
Set20

Feedback, Opinion, Customer, Satisfaction, Review

 

Nos últimos dias tive a necessidade de ir a uma ourivesaria colocar uma pilha numa máquina de calcular. Modelo relativamente antigo, há muito sem funcionar e ainda com a pilha original.

A funcionária da ourivesaria não havia forma de descobrir como se abria a máquina. Depois de alguns minutos no registo de tentativa e erro, tomou a iniciativa de ir à internet para ver se, a partir do modelo do equipamento, descobria a solução. Fiquei agradavelmente surpreendido com aquela atitude proactiva da funcionária. Seria bem mais fácil desistir e eu sair da loja com o problema por resolver. Ainda mais estando nós a falar de uma simples pilha de 4€ numa ourivesaria de relógios e joias de várias dezenas de euros.     

Entretanto, reparo que a gerente de loja, em virtude do tempo gasto pela funcionária com este ainda não cliente – pois a máquina continuava por abrir – não estava a gostar da sua proatividade e dedicação para a resolução da situação. A loja, com três funcionárias e relativamente pequena, tinha já alguns clientes à espera na entrada.      

Quando pensava eu que teria de comprar uma nova máquina, a colaboradora dedicada conseguiu abri-la e colocar a pilha. Não ganhou um simples cliente no momento, mas sim um cliente que voltará mais vezes e certamente para compras mais dispendiosas.

É uma história simples e real que representa bem o que os clientes procuram: encontrar colaboradores de empresas com vontade e genuíno interesse em resolver as suas necessidades. Parece simples mas, infelizmente, é algo cada vez menos frequente.

A solução pode estar na própria equipa

07
Ago20

caranguejoscolaboração.jpg

 

É frequente ver gestores a lamentarem-se de que nas suas empresas faltam pessoas criativas. Mas o problema das organizações, no meu entender, não está relacionado com a falta de criatividade dos seus colaboradores. O problema centra-se na gestão de ideias feita de forma incompleta, errada ou mesmo inexistente.

 

Para a inovação acontecer são necessárias pessoas criativas mas também estabelecer objetivos, definir recursos e atribuir tarefas. É aqui que muitas falham. Uma coisa é criatividade, outra é inovar. E olhe que a distância é bem maior do que aquilo que pode provavelmente imaginar.

 

É comum ver pessoas a propor ideias e estas morrerem dentro da própria organização devido à falta de processos claros que as concretizem. Qual o desfecho? As pessoas ficam desmotivadas e desistem de voltar a sugerir novas ideias.

 

Trabalhar em open space não significa que as pessoas estejam mais próximas e colaborem mais entre elas. Os “muros”  são na maior parte dos casos invisíveis. Caberá às lideranças derrubá-los e incentivar a verdadeira colaboração e inovação nas suas equipas.